Olá jovem forasteiro, seja bem vindo ao Círculo Interno. Aqui oferecemos diversas opções de mesas de rpgs. Agora que você sabe sobre isso, deverás escolher se cruzará ou não esta porta, já que atrás dela há o encontro de várias realidades! Divirta-se!!!
Iluminação: 1579 Data de inscrição: 18/04/2010 Idade: 20 Localização: Vitória - ES
Assunto: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Ter Fev 01, 2011 6:42 pm
Louco, mas é assim que as coisas são Milhões de pessoas vivendo como inimigas Talvez não seja tarde demais Para aprender a amar E esquecer como odiar Feridas mentais não tem cura A vida é uma vergonha amarga -Crazy Train, Ozzy Osbourne
(Música Tema, e uma das minhas favoritas \o/)
A loucura ou insânia é segundo a psicologia uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados "anormais" pela sociedade. É resultado de doença mental, quando não é classificada como a própria doença.
Local Desconhecido, Aproximadamente no Interior de uma Mente. 73 horas e 88 Minutos do dia Z
Os pés descalços de Jack tocavam um chão forrado de largos hexágonos de pedra, sua visão aos poucos podia identificar o local onde seus pés apoiavam-se. Era uma rua antiga, provavelmente uma avenida antiga e pelas casas similares aos teus olhos, Paris em uma época distante. A rua estava escura e pequenos postes com lamparinas fixadas dentro de redomas de vidro eram as responsáveis pela pouca iluminação de toda a longa avenida, que curiosamente não possuía nenhum desvio ou curva, nem para traz ou para frente. O badalar de sinos ecoou por toda aquela infinita rua antiga, não haviam igrejas por perto, apenas casas idênticas em todos os aspectos, postas lado a lado até o infinito. Assim como o misterioso badalar dos sinos, uma fina e cinza nevoa começava a encobrir os pés de Jack, alcançando em pouco segundos seus calcanhares, pouco a pouco a nevoa ficava mais densa, até tornar-se em uma substância pesada e quase leitosa... escorria por entre os dedos descalços de Jack e o faziam movimentar-se com uma certa lentidão. Era sem dúvida alguma um sonho tenebroso e sem nenhum sentido... mas estava consumindo todos os sentidos do filho da lua chamado Jack, prole do desespero da fragmentação da sanidade. Minutos de caminhada pela estrada sem fim, o som de patas de cavalo e logo em seguida o de rodas de uma carruagem rangendo em contato com o solo rochoso entraram no ouvido do homem, ainda não era possivel ver a carruagem ou o cavalo, mas eles estavam por perto.
_________________ _Rolador de Dados_
(Shh... be quiet, you might piss somebody off)
Última edição por Danto/ em Dom Fev 13, 2011 2:38 am, editado 3 vez(es)
Iluminação: 726 Data de inscrição: 13/10/2009 Idade: 21 Localização: São Paulo
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Ter Fev 01, 2011 10:43 pm
Jack ao abrir os olhos se vendo naquele local não se movia, seus olhos começavam a olhar em todas as direções analisando o lugar, ele mexia os dedos dos pés e sentia a pedra gelada, sua mente começava a pensar em mil coisas ao mesmo tempo inúmeras possibilidades, teorias, pegadinhas e até mesmo se ele havia desenvolvido alguma nova disciplina,colocando a mão no queixo como se estivesse o apoiando e cruzando o braço ele permanecia imóvel.
" Sonho, pesadelo,fantasia, real, ilusão...ilusão,real,fantasia,pesadelo ou sonho...questões e mais questões...não me lembro de parar na Idade Média...Bingo foi Gregários ele deve ter me pregado uma peça, ou será que eu morri e estou no inferno aqui deveria ser quente...ou eu descobri um novo mundo...coisas coisas e coisas,e cadê essa Igreja que eu não vejo,fui pro céu é o angelos me recebendo...uhm...que isso...uhmmm...socorro..."
Jack percebia que estava se movimentando lentamente e levantava as mãos os braços e dava um pulo para o lado meio desajeitado ele começava a andar pela rua extensa como se estivesse pisando em ovos com os dedos abertos sentindo a névoa, quando começou a ouvir o som do galope de um cavalo seguido de um estralado de carroça que se ouve em filmes de velho oeste, ele ia correndo para atrás de um poste que tinha aquela luminária e ficava ali.
- Nilza você fica do outro lado da rua, Gregários você...você não fica ai paradinho que a culpa é sua eu sei muito bem seus planos, Rebecca para de dar em cima de Gregários e sobe naquela casa...eu pego o cavalo...
Jack falava aquelas coisas para as vozes se dispersar um pouco e pararem de falar coisas em sua cabeça as vezes ele não conseguia pensar direito,então ele foi para frente do poste deixando suas mãos para trás o segurando para que não saísse do lugar e começou a assobiar discaradamente.
" Vão pensar que sou daqui "
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"Em três partes se divide o alma humana: em mente, em sabedoria e em ira."
Iluminação: 1579 Data de inscrição: 18/04/2010 Idade: 20 Localização: Vitória - ES
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Qua Fev 02, 2011 5:08 am
Louco, mas é assim que as coisas são Milhões de pessoas vivendo como inimigas Talvez não seja tarde demais Para aprender a amar E esquecer como odiar Feridas mentais não tem cura A vida é uma vergonha amarga -Crazy Train, Ozzy Osbourne
(Música Tema)
Aos poucos a visão de um homem montado em seu cavalo, em meio a um galope desenfreado e desesperado, tornou-se completamente visível, ele surgia da continuação da rua, logo em frente ao único caminho que ali havia. Era um homem de cabelos grisalhos e pele ressecada pela idade, suas vestes eram escuras e comuns para o período das Trevas, seu cavalo corria assustado e seu dono ainda mais apavorado, virava o próprio pescoço para traz com medo de algo que vinha em sua direção. O mesmo parecia não notar a presença de Jack, passando rapidamente ao lado do poste onde o cainita havia se "escondido". Logo atras do homem montado no cavalo, vinha o barulho da carruagem, que quando aproximou-se revelou-se ser na verdade um carro de bois, sobre o local onde normalmente repousava o condutor da carroça de bois, havia uma figura misteriosa e mais assustadora do que qualquer outra imagem macabra já vista pelos olhos de Jack. Um ser completamente negro, com algumas penas negras pregadas aleatoriamente pela roupa negra, o tamanho e espessura das penas indicavam sua origem em alguma grande ave, pela coloração escura uma grande ave negra. O forte cheio de morte vinha da parte de trás da carroça, onde panos sujos de sangue e com pedaços de cadáveres eram expostos sem nenhum pudor... Voltando a imagem do homem... Sua face era encoberta como uma máscara branca sem expressão, uma faixa negra pintada na horizontal exatamente em cima do queixo era a única marca por toda a máscara, os furos para os glóbulos oculares eram negros, a criatura não possuía olhos, não para a visão de qualquer um, mas a visão deturbada de uma mente insana como a de Jack conseguiam encontrar naqueles dois buracos negros, duas pequenas esferas amareladas. A criatura esbelta encontrava-se de pé sobre o encosto do condutor, que por sinal não existia, em suas mãos uma enorme e imponente foice, cujo cabo de madeira escurecida e completamente sinuosa gerava um efeito sinistro para a arma. O carro de bois também passou pelo poste onde encontrava-se Jack, e em um movimento tão rápido quanto um piscar de olhos, o som do corpo do cavalo cair e tocar o chão violentamente, ecoou por toda aquela rua. As cabeças do velho homem e do cavalo estavam agora por cima dos panos ensanguentados da traseira da carruagem, a criatura assustadora descia vagarosamente de seu posto original, apoiando a grande foice negra em seu próprio ombro.
Iluminação: 726 Data de inscrição: 13/10/2009 Idade: 21 Localização: São Paulo
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Qua Fev 02, 2011 10:01 am
Jack vendo o velho se aproximar continuava a assobiar e vendo que ele não o notou ficou irritado, mas logo viu a face de desespero do velho humano e ficou observando aquilo com uma postura mais atenta.
- Anular a missão pessoal...Gregários o que você fez seu desgraçado...que porr.....
Ele mesmo tampava sua boca com as mãos e terminava de falar " PORRA " em um murmúrio bem baixo, olhando para a estranha silhueta daquele homem com uma foice e máscara, seus olhos eram amarelados como de um demônio procurando almas para poder exterminar seus corpos e ceifar suas almas assustadas e desatentas,encostado no poste ele colocava a mão no chão e como se estivesse puxando algo se cobria com as sombras abaixo do poste e ficava lá abaixado apenas observando, quando se deu por conta a cabeça do velho homem e seu cavalo caidas no chão, ele permanecia imóvel e atento ao homem, tentando analisar mais sobre esse estranho ser.
" Penas de uma ave negra poderia ser de corvos, urubu , galinha...sua máscara esconde seu rosto mas ainda mostram seus olhos...ele pode estar vivo...uma foice que corta as coisas quando ele quer...seria a morte ou algum ancião muito irritado ou apenas caçando...vocês parem de ficar me puxando com medo eu também to assustado com tudo isso...mas se estamos na idade média ainda não existe a máscara, vixi é a era dos seriais Killers doidões"
As vozes paravam um pouco e ele começava a pensar melhor nas coisas ocorridas.
" Em algumas culturas falam que os corvos vêem buscar os mortos mas as penas são desproporcionais ao tamanho dessas aves e a foice simboliza a ceifaria de corpos ou ele só quer tocar o terror mesmo...as cabeças já estão na carroça e os corpos no chão...ele é rápido de mais...talvez ele tire a máscara "
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Iluminação: 1579 Data de inscrição: 18/04/2010 Idade: 20 Localização: Vitória - ES
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Qua Fev 02, 2011 5:24 pm
-Trago fim aos pecados dos amaldiçoados, cujo sangue banha o véu da angústia fúnebre. Remorso não é merecedor do fio da arma em meus punhos a vingança rubra condenou-o a danação eterna. Foram as palavras ditas pela assustadora criatura, sua voz parecia sair de uma tumba, era grossa e abafada pela mascara, trazia o cheiro de morte e sensações de desespero e agonia aos ouvidos de Jack. Com forme as palavras iam saindo da criatura a nevoa espessa que encobria o chão desaparecia em pleno ar, o corpo sem cabeça do homem aos poucos tornava-se pó enquanto o do cavalo permanecia estirado. Os olhos amarelos da criatura desaparecem durante alguns segundos e retornaram ainda mais intensos, pareciam duas grandes lanternas amarelas, iluminando diretamente o corpo apavorado de Jack. -Ocelot... prole da angústia e terror. Teus olhos molhados de sangue quebraram vossa sanidade, deixando-a em pequenos fragmentos espelhados, dentre os quais vejo a presença de meu pai. Levante-se, pois Ankou esta em tua frente.
Iluminação: 726 Data de inscrição: 13/10/2009 Idade: 21 Localização: São Paulo
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Qua Fev 02, 2011 7:30 pm
Jack permanecia abaixado se mantendo oculto em seu manto que havia puxado das sombras ouvindo a voz do ser em sua frente com a voz que mais parecia um estrondo permanecia atento.
" Esse cara é perigoso...é mesmo né gente ele fala bonito...você não vai querer dar em cima dele Natasha...Gregários isso ai cara você vai bater nele esse é meu camarada...filho da puta você vai lá ajudar ele é...opss...volta aqui Gregários...Gre...Gregári..."
Quando Jack ouvia seu nome o mesmo arregalou os olhos pois estava oculto, foi a criatura terminar de falar " levante-se" e o cainita já estava de pé no meio da rua em um pulo só, ele ouvia o nome do homem e as vozes começavam a falar alto em sua cabeça.
" Ankou...Ankou...ANKOU, o demônio da frânça que leva os mortos...é isso não é gente...penas de corujas...corujas grandes...ele me conhece de onde não tenho intimidade com esse tipo de gente "
- Ankou...prole da morte e ceifaria. Teus olhos demonstram o pavor das almas que caça, onde em nenhum momento eu pude ver ou ouvir vosso pai, dissem que o senhor é aquele que pega...mata...rouba...corta as almas de sua terra e as levas...mas não sou de Páris e seu pai deve ser então eu devo me retirar pois estou muito bem vivo!
Jack já andava de lado olhando atento para o ser em sua frente, ele não sabia o por tinha falado daquela forma mas alguém sussurava que era assim que tinha que ser, Jack não questionava muito todos eles que ficavam falando em sua cabeça.
- Tudo bem gente vamos sair dessa...Thais ele não vai cortar sua cabeça e nem comer seus dedos dos pés, ele tem cara de quem come dedo do pé de alguém...não liga Ankou são todos loucos de pedra é díficil falar com gente assim sabe!
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Iluminação: 1579 Data de inscrição: 18/04/2010 Idade: 20 Localização: Vitória - ES
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Qui Fev 03, 2011 11:07 pm
Os passos dados pela criatura pararam assim que o jovem filho da lua quando o mesmo identificou a criatura pelo seu nome, a foice que repousava no ombro daquela besta de tantos contos, estava agora apenas encostada na carroça em que o mesmo havia chegado, sem ao menos os olhos do perturbado Malkaviano pudessem ver o ser se movimentar e repousar sua foice lá. -Sou filho da morte, herdeiro da foice das almas e em frente aos meus olhos apenas a dor e a danação residem. Contam aos ventos, que meu nome é ANKOU, mas um nome de nada importa, sou neto daquele que concede a você um nome, Malkavaiano... Mas para tua alma não trago tais angústias, em nenhum dos teus há ausência de meu pai, meu avô garantiu-me em seus últimos suspiros que no interior de cada espelho quebrado, haveria de ter seu reflexo. Serás o escolhido para as passagens da salvação, sua mente é a unica em toda terra capaz de suportar as vibrações de tamanho paradoxo. A voz da criatura soava com mais calma, mas não perdia em momento algum a sensação de morte e a presença diabólica, de certo aquele ser esta muito além da compreensão de qualquer mente existente.
Iluminação: 726 Data de inscrição: 13/10/2009 Idade: 21 Localização: São Paulo
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Qui Fev 03, 2011 11:44 pm
Jack ia para próximo da carroça como uma criança andando com as mãos meio que erguidas e ficava olhando a foice sem encostar nela, a palavras de Ankou penetravam nos ouvidos do Malkaviano como se o mesmo estivesse do lado dele, Jack ia com a mão pegar a foice mas não fazia, ele ficava olhando para os pano sujo de sangue e procurava alguma outra cabeça.
" Essas coisas me parecem interessante...não o vi se mover de novo...é verdade gente ele é a morte como sou burro nínguem consegue ver a morte chegar...Malkav...Malkav...Malkaviano..."
-Sou filho da minha mãe, herdeiro de alguma coisa e em frente aos meus olhos residem o mundo e você.Contam aos ventos com a vozes que falam de mais, que sou Jack e meu nome de muito importa, Malkav era seu avô e eu sou o espelho, fragmento, sopro ou até uma interligação da mente dele que pode estar por ai e só nós como bons alcoviteiros podemos ouvir.
Jack dava uma gargalhada e parava na frente da criatura a olhando nos olhos com as mãos para trás, o medo era eminente no cainita mas ele tinha que sentir aquilo como era conhecer um herdeiro de seu clã, ele então abria os braços e abaixava a cabeça, permanecia assim por alguns segundos e voltava a olhar para Ankou só que com os olhos vermelhos de sangue a face de Jack demonstravam a insanidade completa agora ele ficava rindo e não parava de andar para um lado e outro articulando com as mãos.
" Fiquem quietos ele é o 3º da geração...não sua burra ele não é filho de caim...isso ai Gregários ele veio depois dos anti-diluvianos...nada disso se eu sugar ele meu corpo será consumido em segundos...o que faço...por que tem mais gente aqui do que de costume...Ahhhhhhhhh.....hahahahahahaha....."
- MALKAVINO...então você é um malkaviano como eu...não, não e não como eu não...minha mente suportara o que esta para vir...sua mente também suporta...na verdade muitos suportaram a mente humana é vasta...pense nisso Ankou estamos sendo usados para que um rei surja...O poder dos reis funda-se na razão e na loucura do povo; muito mais, porém, na loucura...ele quer nós deixar LOUCOS ANKOU...ME MOSTRE SUA FACE, ME MOSTRE O DESESPERO ESTAMPADO EM SEU ROSTO POR TER O FARDO DA VIDA ETERNA !
Jack estava histérico e nervoso, as vozes estavam falando auto em sua cabeça e com aquela revelação ele havia se perdido em seus pensamentos que por sinal eram muitos, ele continuava gesticulando com as mãos e andando para um lado e outro de Ankou as vezes chegando tão próximo do rosto da criatura que parecia que iria toca-lá.
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Iluminação: 1579 Data de inscrição: 18/04/2010 Idade: 20 Localização: Vitória - ES
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Sex Fev 04, 2011 2:52 am
Louco, mas é assim que as coisas são Milhões de pessoas vivendo como inimigas Talvez não seja tarde demais Para aprender a amar E esquecer como odiar Feridas mentais não tem cura A vida é uma vergonha amarga -Crazy Train, Ozzy Osbourne
(Música Tema)
-Tua insanidade é, ao contrario de tantas outras, seu principal mecanismo de defesa... Disse em um tom paciente a criatura que mantinha-se no mesmo lugar dês do inicio do diálogo, a espessa névoa voltava a se formar, mas agora somente envolta da carroça a qual Ankou utilizava como meio de transporte. Em meio ao céu escuro, gradativamente surgiam estrelas brilhantes e uma luz branca destacava-se em meio a todas as outras estrelas...era a Lua que parecia ser conjurada por alguma mágica inexplicável. A cabeça ceifada junto com a cabeça do cavalo foram dragadas pela névoa em segundos, os pés de Jack sentiam um frio intenso que chegavam a latejar de dor, os brilhos amarelos da criatura sumiram e quando voltaram, estavam vermelhos tão vermelhos quanto o sangue, o braço da criatura levantou-se até ficar completamente reto em relação ao seu tronco, o braço longo e magro envolto em panos negros e com algumas penas encravadas pendia em meio ao ar em direção a face de Jack. -Que teus olhos sejam o farol de um outro mundo, entre bocas e espadas, serpentes e dragões, a úlcera que dilacera carne e a obscuridade dos mortos não receberá o perdão. Emergindo do lapso para então submergir o pútrido. Eram palavras confusas, tão confusas que faziam as vozes se intensificarem como nunca... A mente de Jack girava em um turbilhão de idéias e novas vozes, pareciam centenas de pessoas que gritavam e murmuravam, gemiam e riam enlouquecidamente. -Trem! Bispo! Cavalo!Reis! Cheque Mate! Menos um! Lá vem eles! Ele morreu! Eu não sei! Ankou levou mais um! O Bispo caiu do cavalo na frente do rei e fiz cheque mate! Cardeal! Assamita! Doido é tua mãe! Lucidez! Final! Explosão! Trem!Trem!Bispo!AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH Dos olhos de Jack escorriam sangue e seus joelhos pesaram como bigornas, levando-o ao chão com uma força capaz de rachar uma pilastra de concreto, seus joelhos encravaram nas pedras da rua, suas mãos e braços moviam-se enfurecidos, assim como uma pessoa em um ataque epiléptico faria. Por fim os dedos mórbidos e a palma da mão negra como a noite da criatura conhecida como Ankou estava sobre a cabeça de Jack. -Cala-te! Ouça minha voz filho perdido, fruto do caos. Envio-te perante juramento sacro de volta a teu mundo e que na Teia de nosso Pai, tu recebas vosso destino!
23 de Novembro de 2010, 23 horas e 57 minutos. Apartamento de Jack.
Jack abria finalmente os olhos, sentiu de imediato a sua cama e seus olhos enxergavam o teto de seu apartamento, onde o ventilador de teto rodava em um ritimo lento. Pela face do cainita escorria um filete de sangue que terminava de sair dos próprios olhos, as garras estavam presas ao colchão rasgado pelas mesmas, e as roupas de cama estavam completamente sujas de sangue e terra fina, típica de regiões onde as ruas não são pavimentadas, o rádio despertava em um barulho irritante e repetitivo, logo a voz masculina do locutor da rádio anunciava um atentado. -A Estação Grad du Nord acaba de sofrer um atentado terrorista, onde duas ou mais explosões causaram um enorme pânico entre os usuários da linha. A última de todas as explosões foi forte o suficiente para jogar a locomotiva para fora de seu trilho, o serviço de inteligência Francês está movendo suas forças para descobrir os responsáveis pelo terrível ataque. Mais de duzentos feridos e sete mortes confirmadas até agora, são os dados da tragédia na estação, sou Ericko Vessuvio em reportagem exclusiva a rádio Le Monde.
Iluminação: 726 Data de inscrição: 13/10/2009 Idade: 21 Localização: São Paulo
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Sex Fev 04, 2011 5:40 pm
Jack ouuvindo as palavras do homem parou de andar para um lado e para o outro ficando em sua frente, seus olhos avermelhados como o sangue encontraram os olhos amarelados da criatura e Jack se permaceu serio encarando o ceifador de máscara, a expressão do cainita era de um sorriso frio e seco como se sua alma tivesse acabado de ser roubada e seus olhos ficando opacos voltando a cor de origem só que ofuscada por alguma coisa estranha. - Ankou filho da cria de Malkav, sua face é um estigma para mim a qual eu quero e preciso conhecer ver quem é o demônio por de trás da máscara do poderoso ceifador...e eu já disse sua biscate loira eu NÂO vou ir pra cima dele pare de falar...
Jack ficava mudo ao sentir seus pés gelados e ver o que estava se passando o mesmo subia na roda da caroça e ficava olhando para a lua como se fosse uma criança inocênte e perdida no meio da escuridão.
" Que meus olhos vejam coisas que não existam,entre a socialização e as guerras,serem nobres e sujos,a maldição de caim nunca será perdoada por aqueles cainitas que se julgam justos,para que das crias futuras volte os mortos...não é isso...calem a boca filhos de uma puta quero pensar nas últimas palavras...o que significa isso...cale-sem...parem...não...ahhhhhhhhh"
O mesmo não conseguia pensar e então falava fúrioso para Ankou, seus olhos demonstravam raiva e era a primeira vez que ele havia perdido o rumo e o controle das coisas dessa maneira.
- ANKOU SEU MALDITO O QUE SIGNIFICA ISSO " ERMERGINDO DO LAPSO PARA ENTÂO SUBMERGIR O PUTRÌFO"...ISSO È....PAREM...SEU...SSS....
Os olhos de Jack ficavam arregalados e começavam a se mexer como se estivesem lendo aogo muito rápido em uma piscada sangue começava a escorrer de seus olhos por sua face, caindo de joelho como se estivesse carregando toneladas em seus ombros suas mãos tremolas iam vagarosamente para sua cabeça o fazendo cair no chão, seu corpo tremia e se controcia sua cabeça iria explodir.
Jack acordava e soltava a voz como se algo estivesse em sua garganta " ANKOU " foi isso que ele havia gritado o mesmo olhava para sua cama e roupas vendo o estado e então colocava a mão na cabeça meio confuso sobre o ocorrido,olhando para o espelho que ficava no guarda roupas ao lado de sua cama na parde pode ver o sangue que haviam brotado de sua face, quando o rádio ligava sozinho do nada Jack dava um pulo da cama caindo com tudo no chão e se enroscando nas cobertas, ao ouvir o que o locutor o mesmo se levantava rápida e retirava as roupas sujas colocando algumas outras que encontrava no meio do caminho com um pano, saindo de seu apartamento correndo com os sapatos na mão e indo pegar seu carro.
- Tenho que falar com o xerife, príncipe, harpia, Ankou...Ankou não ele é...tudo bem eu chego lá e falo que Bum...Arggghhhh....Mate....iiiiiiii.....é isso ai !
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Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Ter Fev 08, 2011 4:52 pm
Louco, mas é assim que as coisas são Milhões de pessoas vivendo como inimigas Talvez não seja tarde demais Para aprender a amar E esquecer como odiar Feridas mentais não tem cura A vida é uma vergonha amarga -Crazy Train, Ozzy Osbourne
(Música Tema) 23 de Novembro de 2010, 01 horas e 21 minutos. Torre do Relógio da Catedral de São Miguel
Jack chegava em frente a grande e velha torre, em seu andar mais alto, localizava-se o sino da Catedral de São Miguel e era ali onde o atordoado Malkaviano que recentemente havia despertado do maior de seus pesadelos haveria de encontrar as pessoas que procurava, a rua estava tão deserta quanto a rua dos sonhos de Jack. Todos os costumes foram seguidos para a entrada na torre da seita, alguns minutos de burocracia tratada com carniçais e finalmente, após descer no elevador, Jack finalmente estava dentro da Catedral de São Miguel. No grande salão principal da Camarilla, o local era decorado com quadros e mobílias luxuosas em um estilo vitoriano. Duas escadas laterais levavam aos corredores dos altos cargos da seita, era na verdade uma parte "anexada" a base da Catedral. A imagem de um homem com cabelos castanhos, bem curtos e com algumas falhas devido a idade, surgiu no corredor, caminhando em direção as escadas. Era Gaetan Clement, Primógeno Malkaviano da cidade de Paris. Suas roupas eram em tons básicos, uma camiseta social preta e uma calça e sapatos negros. Sobre a camiseta um grande sobretudo com botões largos e preteados encobria grande parte do corpo do homem que caminhava de cabeça baixa na escadaria.
Iluminação: 726 Data de inscrição: 13/10/2009 Idade: 21 Localização: São Paulo
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Ter Fev 08, 2011 6:47 pm
Jack andando pela rua ainda temia encontrar Ankou em alguma surpresa desagradavel, com seus sapatos na mão e andando rapido pelas ruas ele tentava reviver o acontecido em sua cabeça para não esquecer de nada, por isso nem tinha se lembrado de vestir as roupas ou até mesmo se arrumar adequadamente.
" Ai tem o Trem! Bispo ! Pião...Pião não Ana Belle sua jumenta...ai tem os Reis que andandam de cavalo e o cheque mate, é quando você mata o rei no xadrez Carmem...amadores...Doido é tua mãe "
Os pensamentos de Jack reviviam tudo e quando ele se deu conta já estava na grande catedral e começou a observar a decoração ficando bem animado com o bom gosto, ao perceber que estava sem seus sapatos ele logo os colocou, tratou de fazer fazer a parte burocratica, nessa hora ele estava normal como se nada tivesse ocorrido e agindo da forma mais normal possivel, avistando o Primógene de se clã ele já foi caminhando rápido na direção do mesmo.
- SENHOR CLEMENT !!!
" Mentira eu não falei alto...foi Gregários que mandou...ele me enganou de novo, tudo bem eu dou um jeito...e se ele tiver super poderes como o superman...ahhhhhhhhhhh...não acredito que to dando ouvido a vocês todos "
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Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Qua Fev 09, 2011 5:47 am
O homem que olhava para o chão levantou a cabeça em um movimento letárgico, seu pescoço parecia tão rígido quanto uma barra de ferro. Os olhos castanhos e opacos do mesmo rodaram por toda a sala, e pararam muitos segundos depois em cima de Jack que subia as escadas em alta velocidade. -Cuidado ai vocês dois! Se tropeçarem podem quebrar os dentes, onde já se viu um vampiro banguela? Indagou o homem que mantinha as mãos dentro dos bolsos externos do sobretudo enorme que vestia, logo em seguida a sua face assumiu uma feição mais preocupada e atenciosa e sua voz tornou a perguntar algo para o desesperado Jack. -Gregários, deixe-o contar em paz desta vez. Parece-me que o Jack entrou em uma grande confusão, estou certo meu caro? Off: Imagem de Clement
Iluminação: 726 Data de inscrição: 13/10/2009 Idade: 21 Localização: São Paulo
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Qua Fev 09, 2011 9:46 am
Jack andando rápido até Clement, a ouvir o homem falando ele deu um sorriso um tanto sinistro como se algo horrendo estivesse ocorrendo mostrando seus dentes brancos como marfim a mostra.
- Obrigado pelo alerta um vampiro banguela teria que andar com uma agulha para furar as pessoas e chupar o ferimento...algo demorado...e é verdade Gregários deixe eu falar e agradeça Clement por nós avisar que poderíamos ficar banguelas...
Jack ficava normal novamente olhando para o cainita em sua frente, sua expressão era normal como se fosse alguém muito instruindo das coisas mas só ficou assim até as vozes em sua mente cessarem e logo após isso como se Clement fosse alguma autoridade em sua cabeça fazendo todos ficarem quietos, ele começava a gesticular com a mãos enquanto falava de um jeito bem enérgico.
" Não Gregários você não vai usar ninguém...cala boca Emy ele deve ser casado...Marson ele é um Primogéno do nosso clã devemos respeito a ele e não tacar água.......................obrigado..........."
- Senhor, majestade,patrão,chefe,primogéno Clement...Gregários é alguém bem agitado em nossas disputas e deixa um monte de gente comigo...preciso falar com o senhor, sobre o Trem que explodiu acho que eu tenho pistas...TINHA UM TREM ! BISPO ! CAVALO ANDANDO NO BISPO....O BISPO CAINDO DO CAVALO NA FRENTE DO ANKOU...NÃO E NÃO ERA NA FRENTE DO REI AI ELE DEU UM CHEQUE MATE E AI BUMMMMMMMM....SERPENTES E DRAGÕES...MEUS OLHOS SÃO OS FARÕES PARA O OUTRO MUNDO...SANGUE NOS MEUS OLHOS E SUJO, ACORDEI SUJO !
Ele havia falado tão rápido que para si mesmo tinha dito tudo que sabia, e imitava as cenas pulando e gesticulando com as mãos se dando por conta já estava no alto da escada imitando a cena que havia caido da cama.
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Iluminação: 1579 Data de inscrição: 18/04/2010 Idade: 20 Localização: Vitória - ES
Assunto: Re: A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot Sab Fev 12, 2011 2:41 am
A expressão serena de Clement seria capaz de surpreender qualquer espectador da cena, se houvesse ao menos um. Ainda mantendo as mãos dentro dos bolsos do grande sobretudo negro, acenou com a cabeça positivamente como se estivesse entendendo tudo que saia da boca perturbada de Jack e nitidamente ignorando todos os gestos malucos e desengonçados do mesmo. -É uma pena que tenha acordado sujo depois de tantas aventuras meu caro. São muitas informações, realmente você conseguiu confundir a mente desse velho cainita. Precisaremos informar esse atentado ao trem, ou melhor, estação de trem. Bispo, serpentes e dragões, isso certamente refere-se ao Sabá e suas forças rebeldes. Mas você disse Ankou? Esta realmente certo ou pronunciou alguma palavra completamente errada?
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A Porta da Loucura; Esperança de Poucos: Prólogo de Jack Ocelot