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     PRELÚDIO DOS PERSONAGENS MORTAIS

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    Sehishi
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    MensagemAssunto: PRELÚDIO DOS PERSONAGENS MORTAIS   Qui Mar 10, 2011 7:46 pm

    Amir Gujjar





    PAKI BASHING



    _ Irmão, você tem que aprender a se cuidar. Aqui o negócio é pesado. Estude, faça musculação, qualquer coisa! Mas faça algo para sair daqui, para ser alguém grande, seja um estudioso ou alguém como esse seu Amir Khan que tanto gosta.
    _ Isso não vai impedir que aqueles caras voltem a me bater!
    _ Claro que não. – Daniel Gujjar dá um longo trago em seu cigarro, enquanto faz uma curva silenciosa em seu táxi. – Mas vai te tornar independente. E com sorte vai te deixar rico e você vai poder largar esse lugar para sempre.
    _ Mas eu não quero deixar o pai e mãe! Não quero deixar nossa irmã!
    _ Então vai continuar na mesma merda o resto da vida. Trabalhando naquela lojinha até o pai morrer. Casar e encher o mundo de pakis idiotas que nem você. E vão continuar sendo a escória desta porra de cidade.
    _ Não fale assim! Você é meu irmão! Porque fala desse jeito!? – O corpo de Amir dói todo quando grita com teu irmão. Seu coração dói mais ainda. – Você devia ser grato por ter teu táxi, por ter um serviço bom, por ter uma família!
    Daniel abre um sorriso sem que seu irmão veja.
    _ Não seja tonto, irmão! Veja Nadira, nossa irmã: você já viu ela com um dos nossos?
    _ Ela nunca namorou!
    _ Você anda demais com o pai. Claro que ela já namorou! Eu mesmo a levei até a casa do rapaz. – Daniel observa a cara de horror do irmão com um leve prazer. – E adivinha só! Ele é inglês. E bem de vida. Nossa irmã tem bom gosto... E se você abrir esse seu bocão sobre isso eu mesmo vou te dar uma sova.
    Amir silencia.
    _ Agora desce. Tem um casal ali querendo uma corrida. Pensa no que te falei e não se mete em encrenca.


    A FAMÍLIA

    _ Foi Alá quem lhe enviou esses marginais! Assim aprende a não ser tolo! Aquele que não ouve a voz de seu pai cairá em desgraça!
    A voz de seu pai ecoava na sala de jantar. Sua irmã, de cabeça baixa, olhava de soslaio para o irmão, sua mãe olhava piedosamente para o garoto.
    _ Quantas vezes teremos que sofrer assim? Você não me dá ouvidos! Você não sabe o quanto sua mãe e sua irmã choraram por ti naquela madrugada em que não apareceu em casa. Somente recebemos notícias suas pela manhã. Teu irmão andou por toda cidade te procurando. Ao invés de ficar em casa e descansar para mais um dia de trabalho e estudos, você fugiu para ir numa festa! E ainda voltou embriagado! Pensa que não sei disso? O médico me contou.
    O pai quase ergue seu velho braço para esbofetear o garoto. Amir se encolhe. Mas o pai volta a sentar-se na mesa.
    _Agora coma.


    BIG A. & HUZ

    Andando pelas ruas, após a aula, Amir leva em sua bicicleta algumas encomendas que seu pai pediu para entregar pelo bairro. Ao parar em um semáforo, Amir observa os policiais da MET levando para dentro de seu carro dois paquistaneses. Isso tem se tornado muito comum ultimamente, até mesmo ele já levou batida algumas vezes. Precisa sempre andar com seus documentos para provar que é daqui e mesmo assim pode ser que o policia não acredite e o leve até a delegacia para confirmar.

    _ Hey, Amir!
    Big A. e Huz estão encostados em um Chevrolet novo. Suas roupas e jóias fazem Amir estremecer, ele sabe que esses rapazes são membros de gangue.



    _ A gente sabe quem foi que fez isso com você. – Diz Huz, o mais baixo dos dois, olhando de perto a cara toda arrebentada do garoto.
    _ E a gente pode te dar uma mão se você quiser uma... vingança. - Big A. dá uma gargalhada quando olha para o franzino Amir.
    _ Eu não vou entrar nessa! Olha só o que aconteceu comigo! – Amir levanta seu braço já sem gesso, mas todo costurado. - E eu nem ia conseguir bater neles!
    _ Porra, Amir! Tu é paquistanês ou não é? Quantas vezes já não entraram nas nossas lojas e foderam com tudo? E você vai fazer o que correr para a polícia? HAHAHAHAHA. - Big A. dá outra gargalhada.
    Amir olha para o carro da MET indo embora com dois rapazes que só estavam passando por ali e sente que mesmo não achando isso certo, os rapazes tem razão.
    _ É por isso que a gente existe garoto! Para defender nosso sangue! Esses branquelos só foderam com a gente desde que nossos avós mudaram para cá. Agora a gente tá dando o troco.
    Huz, pega um papel do bolso e rabisca um endereço.
    _ Olha, Amir. Se você quiser participar da brincadeira de hoje, passa nesse bar aí até as 10 da noite.
    _ E... O que vocês vão fazer hoje...?
    Nada, só jogar uma sinuca com os rapazes, diz Huz. Vai lá a gente joga um pouco e você esquece dessas merdas, falou?


    VINGANÇA

    _ Vai, cara! É tua vez acerta ele!
    Big A. passa um pedaço de cano para o jovem Amir. Suas mãos estão suando, ele vê o skinhead que lhe chutou a cara estendido no chão, com as mãos no rosto, tremendo.
    _ Não enrola, porra! Acaba logo com isso! Vai! Fode com ele!
    O medo de Amir vira ódio. Ele segura o cano com duas mãos e acerta o rapaz várias vezes.
    _ HAHAHA, Chega rapaz, você já acabou com ele, hoje ele não levanta mais! HAHAHAHHA! Agora vamos sair daqui antes que os METs cheguem!


    PAKI PANTHERS

    A rua era pouco iluminada, em uma antiga garagem de ônibus entraram num escritório abandonado. A iniciais P.P. estavam picahadas em todos os lugares.
    Dentro do pequeno escritório uma televisão, alguns sofás rasgados, um grafite na parede do fundo de um punho fechado escrito PAKIZ RULE. Ele estava numa das bases dos Paki Panthers.
    Olhando pela janela, observando os ônibus enferrujados, está um homem careca, alto, fumando um cigarro demoradamente.
    Huz se dirige a ele e diz algo que Amir não é capaz de ouvir.

    O jovem fica se perguntando o que foi fazer lá, pensa em sair correndo, mas suas pernas estão bambas. Suor gelado escorre pela sua testa.
    _ Senta, Amir. – Diz o homem que estava na janela. – Meu nome é Salman. Big A e Huz me disseram que você foi corajoso hoje e acabou com um branquelo que te bateu. Gosto disso. Eu disse para se sentar.
    Amir rapidamente puxa uma cadeira e senta em frente a mesa do escritório.
    _ O que você fez foi bom, mas isso não é suficiente. Isso só foi uma vingança. E nós precisamos de gente mais forte que isso. Cigarro? – Salman estende um Marlboro para Amir, o garoto trava por um momento, mas então decide pegar um cigarro. Salman acende para ele. Amir engasga e tosse com tudo.
    _ Viu? Você não passa de um garoto. A gente vai te transformar num paquistanes de verdade, aquilo que você fez foi uma coragem momentânea. Até quando tu vai ser o garoto dos pacotes? Andando com tua bicicletinha de lá para cá, apanhando pela rua, sem ninguém para te proteger? Tomando batida dos METs que estão pouco se fudendo para gente. Nós somos sua família, Amir. A família que pode te proteger.
    Salman dá um demorado trago em seu cigarro, deixando a sala cinzenta com sua fumaça.
    _ E então, você está com a gente ou não?
    Amir balança fracamente a cabeça em sinal de afirmação.

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    Última edição por Sehishi em Qui Mar 10, 2011 8:00 pm, editado 1 vez(es)
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    MensagemAssunto: Re: PRELÚDIO DOS PERSONAGENS MORTAIS   Qui Mar 10, 2011 7:52 pm


    Markus Schinkel

    Prólogo:
    Minha história familiar é gigantesca, afinal sou um Schinckel. Entendo que esse sobrenome seja de difícil pronuncia e não lhe traga grandes lembranças, ou até mesmo nenhuma, mas em minha cidade natal (Berlim) é incrivelmente respeitado. O membro mais famoso de minha família é Karl Friedrich Schinkel, responsável pelo supervisionamento da comissão de construção Prussiana (Pós Era Napoleônica) sendo o principal urbanista e arquiteto durante a construção da cidade de Berlim, alem é claro de ser o homem que criou o símbolo de condecoração militar alemã, a Cruz de Ferro.
    Espero que agora você consiga compreender o motivo da fama dos Schinkel em Berlim... Meu avô paterno serviu sim ao regime nazista, não era apenas um militar, alcançou grandes cargos e terminou como os demais do alto escalão. Julgado pelo O Tribunal de Nuremberg, e condenado “criminoso de guerra”. Meu pai, o mais novo dentre seus cinco irmãos, escolheu uma carreira diferente, apesar de ter servido o exercito quando muito jovem. Estudou artes plásticas em Viena e lá casou-se com minha mãe, retornando para Berlim Oriental (por questões políticas, meu pai sempre foi e morrerá socialista). Minhas memórias de infância já começam no “pós-muro”, quando meus pais voltaram para a mansão de nossa família, já que meus tios haviam falecido (três deles suicidas) meu pai tornou-se herdeiro da grande fortuna familiar. Cresci em uma grande mansão, devo admitir que nasci em berço de marfim com detalhes em outro e levemente decorado com diamantes... não me envergonho disso e não me vanglorio. Minha educação foi iniciada quando completei 5 anos, tinha uma linda professora particular, era uma jovem britânica que estava em Berlim para terminar seus estudos pedagógicos e teve a astúcia de procurar emprego em uma das mansões da cidade (Conheço-a por fotos e por vagas lembranças). Entrei no mais caro colégio integral da Alemanha e lá cursei até terminar minha segunda graduação, bons tempos de desrespeito e euforia. Há! Lá perdi minha virgindade, aos 14 anos... Ainda dou boas risadas do episódio.
    Ao completar 16 anos voltei em férias para Berlim, reparei pela primeira vez no prédio do Reichstag (É o local do parlamento alemão), não só reparei como o admirei com uma paixão indescritível, olhava para as linhas como uma criança olha para um doce. Cheguei em minha casa com uma certeza: “Serei arquiteto, assim como o velho Karl...serei melhor!” - Disse a meu pai que sorrindo respondeu: “Venha até a biblioteca, começaremos hoje a estudar e vou ensinar-lhe a desenhar!”.
    Assim que terminei meus estudos básicos, retornei com o desejo ainda mais forte. Treinava todos os dias, estudava com rigor os traços e tendências, mas aos meus olhos a Alemanha não seria suficiente, precisava ver coisas novas... O contraste entre o antigo e o novo... Alem de incomodar-me muito com as obrigações de ser um “Schinkel”, acredite, não há nada mais tedioso do que uma reunião entre “nobres”! Foi assim que escolhi sair de Berlim, em menos de um ano aprendi o inglês com perfeição e mudei-me para Londres. Fui aceito na University College London, conhecida como UCL, é a mais antiga faculdade da Universidade de Londres, e uma das suas duas faculdades fundadoras.

    Características/Peculiaridades:
    Markus mora no distrito de Westminster em Londres, comprou um apartamento não muito luxuoso e extremamente bem localizado, próximo a Trafalgar Square (http://pt.wikipedia.org/wiki/Trafalgar_Square).
    Tem como música favorita o Rock, quando criança escutava apenas música clássica, porem ao entrar na faculdade em Londres conheceu uma garota, namorando a mesma durante poucos meses (terminando a cerca de dois meses), chamada Lilian Withouse, filha única do delegado do departamento local de policia. Aprendeu com essa linda garota a escutar Rock, tomou seu primeiro “drink” com a mesma e hoje são inseparáveis amigos, sendo o pai de Lilian, Bruce Whithouse um grande conhecido e “contato”.
    Detesta qualquer “fruto do mar”, apaixonado por comidas picantes. Frequenta praticamente todos os dias uma pequena lanchonete próxima ao Hyde Park, o Hot Ribs, conhecendo inclusive a dona do local de maneira “superficial”.
    Prefere roupas simples e sem estampas (roupas sociais são apenas para eventos...só para eventos), preferencialmente de tons frios. Em dias de temperaturas baixas usa sua jaqueta preta, presente do pai de Lilian em seu ultimo aniversário. Em relação aos tênis, Markus possui apenas allstars, de várias cores mas seu preferido é o azul, presente de seu amigo Peter Wiston (companheiro de faculdade, cursa Fotografia).
    Entre todo o departamento de arquitetura e artes, Markus é conhecido por “Miky”. Suas obras já fizeram parte de algumas exposições no centro de artes plásticas da faculdade e em vários outros lugares, sempre com o apoio da faculdade.
    Cursa a turma vespertina de arquitetura, saindo da faculdade aproximadamente às 18h Normalmente segue para os pubs próximos do centro da cidade.
    “A noite londrina é a melhor do mundo, porque dormir de noite nessa cidade? A manha é tão mais chata, uso-a para dormir” - Markus.
    Os costumes “baladeiros” de Markus e a sua boa reputação entre os estudantes e professores de toda área artística da faculdade londrina o fazem ser um jovem popular, com vários “conhecidos” e “conhecidas”, com vários casos amorosos de uma só noite e algumas passagens na policia (sempre cobertas por Bruce) por pertubação ou desordem.

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    MensagemAssunto: Re: PRELÚDIO DOS PERSONAGENS MORTAIS   Qui Mar 10, 2011 7:54 pm



    Alexander

    Prelúdio:

    O jovem nasceu em Mônaco, ate seus 6 anos de idade, viveu feliz com sua família que era de classe média alta. Estudando nos melhores colégios a região, até o dia do desastre. Em uma noite, era dia de Halloween, o pequeno junto a sua família se divertiam jantando ao estilo Halloween, até que a porta se arrombou e um homem estranho entrou seu pai foi falar com ele, mais ele foi arremeçado com uma facilidade e caiu em cima da televisão desmaiado. Sua mãe correu com Alexander e seu irmão mais velho de oito anos para cima, mais nada adiantou, o pequenino viu um massacre e algo fora do comum, ele o bebia do sangue de seus familiares, sem poder fazer nada, apenas o medo atingia o pequenino. No momento que chegaria sua vez, via o sanue escorrendo do lábio daquele monstro, quando o mesmo iria esticar a mão para pega-lo. Uma luz branca e bem forte surgiu de trás dele, a criatura olhou assustada, iria tentar fugir em desespero do que ele viu, então algo atravessou as costas desse monstro, então o pequenino desmaiou e sua vida começou a mudar então a partir desta noite.

    Depois que sua família foi toda morta, ele foi salvo por um homem chamado Markus Albieri, revelou-se ser um Templário da casa do senhor. Era o guerreiro sagrado de Deus e que iria passar todos os seus conhecimentos e tornar o garoto vigativo em uma arma contra os Vampiros a qual ficou sabendo e descobriu que foi um deles que naquela noite de Halloween matou sua família, nem mesmo seu irmão foi poupado por aquele monstro. Naquela mesma noite o pequenino foi levado para um Monastério em Londres, fica ao norte. Aprendeu a ler e escrever em sua língua natal, o inglês e o idioma forte para deter essas criaturas o Latim. Fora isso ele foi levando tudo a crença de Deus e Markus revelou ao garoto que é um tradicionalista, pertence a uma Cabala de Magos que vive em Londres, era um Coro Celestial, com isso Alexander ficou admirado em descobrir isso e virou logo seu aprendiz nas artes de combate. Markus diz que o garoto tem talento e tem tedência a despertar e se tornar um amgo até lá, mais até lá é outra história.

    Hoje aos seus 21 anos de idade com um semblante de guerreiro justo. Alexander quer trazer o bem para todos e punir o mal de todas as formas, mesmo se for obrigado a usar sua arma contra os infiéis. Agora esta em Londres, sempre pode contar quando pode com seu mestre e amigo Markus. Pois és um Acólito do Coro Celestial Markus, ainda está em treinamento, ele não sabe, mais quer demostrar sua fidelidade usando a palavra do senhor contra o inimigo. E Londres esta corrupta, ele tentará mudar o destino desta cidade maravilhosa. Como disfarce arrumou um emprego em Londres como Detetive Particular, fez as provas e passou, já esta 2 anos com este emprego assim tendo seu distintivo e documentos certos com a lei. E Alexander já viu coisas que não estavam em seus pensamentos. E sempre ocultando esses 'Vampiros' da sociedade mortal para que eles não descubram esse mal, seria um caos se o mundo soubesse. Alguns Cainitas temem quando ouvem o seu nome, sua reputação é bom para isso, mais também pode sr algo negativo em relação de muitos Cainitas quererem dar um fim nisso.

    E só agora depois de velho ele descobriu que o Cainita que matou sua família esta vivo e então jurou Vingança para mata-lo, perguntou a Markus sobre ele, descobriu apenas o nome e algo relacionado ao Sabá e que ele esta na cidade de Londres, sorte de Alexander e Azar dele de quando cruzarem seus caminhos. Depois disso começou a fumar e em suas investigações mais tensas querendo achar esse desgraçado, sempre tendo pesadelos com a morte de seus familiares, quase sempre é uma maldição que deve retornar com esperança, para o jovem. Mesmo sendo Detetive, mais como disfarce, muita gente duvida de suas capacidades, pois é bastante jovem ainda, não passou nem dos 21 anos ainda.

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    MensagemAssunto: Re: PRELÚDIO DOS PERSONAGENS MORTAIS   Qui Mar 10, 2011 7:59 pm



    Nicholas O'Connors

    ┼ Prelúdio do Personagem ┼

    O começo de tudo é difícil de ser lembrado. Mas se for para contar como tudo começou precisamos voltar para o final do século XII quando uma família estava morrendo pelas trevas. Eram os tão conhecidos Giovannis. Uma potencia na Itália medieval, um grande grupo de mercadores que se envolveram com as artes das trevas. Todos eles se queimaram em pecados. Alguns já possuíam pecados antes mesmo de morrer, só que uma coisa era certa, todos eles se amaldiçoaram para sempre.

    Um desses amaldiçoados foi Frederico Giovanni. O irmão mais novo de uma das vertentes de sua família. Ele passou sua vida almejando a esposa de seu irmão. Este era o futuro herdeiro daquelas terras, só que foi morto pelo pior dos pecados. Frederico o matou do mesmo jeito que o primeiro amaldiçoado fez com seu irmão. A maldição já estava em suas veias naquela época e ele decidiu tentar realizar seus desejos mais sórdidos. Foi atrás de sua cunhada.

    Frederico conseguiu o que queria. Mas o preço foi caro. Quase perdeu sua vida para um grupo de criaturas selvagens para depois descobrir que havia sido banido de sua família. Foi considerado morto e perdeu todos os títulos que possuía. Ele havia sido tolo abraçando logo a grávida que carregava um dos herdeiros da família. Foi um erro que jamais teve como consertar. Assim se exilou do resto do mundo.

    Os séculos seguintes correram rápidos em sua memória. Também não houve nada significativo em sua não vida nesse período. Frederico Giovanni mudou seu nome para Mikolaj e vagou pelo norte do continente. Não tinha coragem para encarar sua família novamente. Ele apenas vagou sem nenhuma direção pelas terras frias do norte, terras estas que mais tarde foram chamadas de Polônia. Nos últimos séculos ele sequer saia de seu covil. Não havia ambições em sua mente mais. Apenas um infinito tédio.

    O tédio é o pior inimigo de um vampiro alguns dizem. Para Mikolaj foi, o tempo passou rápido e este sequer o sentiu passando. Sua única ambição era crescer em sua família, mas graças à outra ambição ele perdeu tudo e não tinha mais motivação. Parecia que a morte já era uma boa opção para ele. Só que o tempo estava mudando. O cainita não sabia que o país ao qual vivia estava em guerra. A primeira grande guerra. Seu abrigo foi consumido pelas chamas e este teve que sair dali. Quando saiu viu um novo mundo.

    Mikolaj ficou mais de seis séculos sem sair do pequeno vilarejo que encontrou. Agora ele estava em uma cidade em guerra. Estava mais deslocado que antes. Não compreendia o mundo ao qual tinha se metido. Ficou olhando da rua as casas pegarem fogo ao longe. Era noite, mas parecia dia, o céu estava vermelho. Quando ainda estava sem palavras para o que via foi esbarrado por algum italiano. Sabia que era italiano por ter o ouvido xingar.

    O homem estava ferido e quando esbarrou no vampiro caiu no chão. Olhando melhor Frederico viu que ele estava era muito ferido. Estava morrendo. O homem tentava se levantar novamente. Frederico ficava olhando e ficou impressionado com a semelhança que os dois tinham. Parecia um irmão gêmeo. Logo Mikolaj fez algo inesperado, talvez por ser uma pessoa idêntica a ele, ou talvez por ser um patriota de sua terra natal, ele o ajudou a se levantar.

    O Giovanni o levou até um beco seguro dos soldados na rua. Lá o homem sentou no chão novamente. Este sabia que iria morrer. Mas estava calmo. Ele então falou de sua vida para o único que estava para ouvir. Falou que saiu de sua terra e foi para um novo continente. Contou toda sua jornada. Uma vida curta cheia de aventuras e oportunidades. Tudo no novo continente. Esse homem que o nome era desconhecido para Mikolaj morreu logo depois. Morreu sorrindo.

    Aquele encontro foi importante para Frederico. Pois ele despertou um sentimento há muito tempo adormecido. Despertou emoção. Assim ele abandonou aquela cidade. Colocou as roupas do soldado morto e se juntou ao batalhão. Era um batalhão pequeno que estava ajudando as tropas nacionais no pós-guerra. Agora ele mudou seu nome mais uma vez. Vito Saliere.

    Vito chegou a Chicago em 1918. A primeira vez naquele mundo novo. Como passou vivendo em sombras por séculos estava impressionado com todo aquele mundo. Nessa época só queria uma coisa. Aproveitar. Ele começou a aproveitar sua não vida com muita intensidade. Dois anos depois quando a lei seca entrou em vigor ele decidiu tirar proveito disso. Se juntou a uma família de italianos e fez muitos serviços que fazia seu sangue ferver.

    No ano seguinte em sua vida de ação e aventura ele conheceu uma linda jovem. Seu nome era Flora Scaletta. A filha do barman do bar de sua família de mafiosos. Estava grávida. Mas isso não mudava a beleza absurda da jovem. Essa era a emoção verdadeira que Frederico tanto buscava. Tão bela como a ultima mulher que já foi atrás. Só que essa o amava. Passou apenas alguns meses para eles irem morar juntos. Saíram de Chicago em 1922. Ela estava apenas com duas décadas de vida na época.

    Foram para o Canadá. Começaram uma vida juntos. Flora logo descobriu a verdade de seu amado. Mas não temeu. Ela desejou aquilo. Ela queria viver com ele para sempre. Logo quando sua filha nasceu pediu pelo abraço. E ele atendeu o desejo de sua amada. Tornaram-se então uma família feliz no interior do Canadá. Com o dinheiro que ele arrecadou no ano anterior pode viver com muita tranqüilidade.

    Vito e Flora passaram a ter uma vida pacífica no norte da America. Tinha bastante dinheiro e com o passar dos anos foram investindo ele e acumulado uma pequena fortuna. Viviam logo no centro do Canadá, um pouco para o norte dos grandes lagos. Moravam em uma cidade pequena chamada Geraldton. Nesta cidade criaram sua filha como uma família feliz. Ela se chamava Anastácia.

    Anastácia Saliere teve uma infância muito pacífica. Seu pai adotivo chegou a ter problema com os antigos sócios. Mas nada que lhe fosse de grande perigo. Ela sabia da condição dos pais. Entendia tudo. Mas temia. Ela amava seus pais, mas o medo tomava seu coração. E assim viveu até ter idade para viver sozinha. Nunca falou nada que comprometesse a estrutura de sua família. Só que ela não conseguia evitar. Assim quando amadureceu despediu de seus pais e foi para universidade em Vancouver.

    Seus pais nessa época decidiram viajar pelo mundo. Estavam parados há muito tempo. Queriam viver emoções. Assim para alivio de Anastácia eles desapareceram quando ela se mudou. Ela começou a estudar história. Um tema que era de seu grande interesse. Aprendeu também um de seus favoritos hobbies. Fotografia. Alguns anos depois conseguiu um emprego em uma revista de geografia. Fazia artigos e muita pesquisa de campo. Em outras palavras era um trabalho que requeria muito tempo e vontade dela.

    Graças ao trabalho levou muito tempo para encontrar o homem certo. Com seus trinta e dois anos. No ano seguinte, 1955, eles se casaram quando esta descobriu estar grávida. Peter O’connors era um jornalista e estava animado com sua nova família. No ano seguinte Nicholas nasceu. Uma vida feliz cobria o horizonte de Anastácia agora. Não havia muito para reclamar fora as contas e os impostos. Ela tinha medo das trevas e agora não havia mais porque temê-la. O sol brilhava em sua família.

    Este sol brilhou por mais quinze anos. Nicholas já praticava sua flauta nessa época. A música era sua paixão. Uma boa melodia sempre combinava com um lindo dia no subúrbio florestado de Vancouver. Seu pai já estava chegando à terceira idade e contava os dias para se aposentar. Anastácia amava muito seu emprego e não pretendia largá-lo tão cedo. Mas então ocorreu. Em uma noite. Uma visita familiar.

    Batidas na porta na hora do jantar. Anastácia foi atender a porta. Quando abriu se estremeceu. Eram seus pais. Os dois decidiram visitar sua filha depois de tantos anos. Havia se passado mais de trinta anos. Mas os dois estavam idênticos à antigamente. Pareciam até serem filhos da fotógrafa. Ela não sabia o que dizer para sua família. Tentou mentir. Disse que eram amigos distantes.

    A cena de jantar foi muito estranha. Um silêncio perturbador irritava Nicholas. Ele sabia que tinha algo errado com sua mãe. Ele sabia que tinha algo mais errado ainda com aquele misterioso casal, a face desses dois nunca saiu de sua mente. Peter também estava desconfiado. Logo começou a fazer perguntas. No final foi uma longa e estranha noite. Nicholas seguiu as orientações de sua mãe foi para seu quarto estudar. Permaneceu preocupado com ela, mas nada fez para interferir.

    Na manha seguinte ele não viu mais o casal estranho. Sua mãe estava séria. Mais séria do que nunca. E sua seriedade fazia sentido. Pois Peter nunca mais foi visto. Ele desapareceu naquele dia. Sumiu do mapa. Anastácia chorava em silencio e nada contava para seu filho. Alguns anos se passaram. Ele jamais entendeu o que aconteceu no final daquele jantar. Sua mãe parecia ter medo de contar. Disse que não queria perder ele também se contasse. Logo ele tentava apenas concordar com aquilo.

    Quando ele estava em um curso profissional de flauta alguns anos depois sua mãe adoeceu. Ele não morava mais com ela. Quando descobriu ela já estava muito fraca, ele então saiu do centro da cidade e foi para o subúrbio encontrá-la na sua casa. Estava bastante abatida. Com seus sessenta anos. Anastácia estava com uma doença respiratória muito grave. Os médicos não possuíam na época capacidade de curar aquilo. Apenas tratamentos muito caros, e mesmo assim não era o suficiente. Ela sabia que iria morrer. Logo quando ele chegou lá contou. Contou a verdade.

    Com seus quase trinta anos Nicholas descobriu a verdade. Essa foi terrível. Ele ficou chocado em saber tanto sobre sua mãe. E ele entendeu o que ouve com seu pai. O medo o fez ele fugir. O medo, o medo o irritou. A mãe dele queria ser livre, mas parecia que as trevas não queriam abandonar ela. Ela então morreu depois de contar tudo. O seu quarto ficou silencioso e Nicholas sofreu com aquele silencio. O ódio ferveu. O silencio, nada era pior que aquilo.

    Nicholas na época tinha uma namorada. Chamada Cristina Riviera. Ela era de uma família que tinha origens espanholas. Os dois marcaram a data do casamento. Quem foi na igreja conversar com o padre foi Nicholas. O homem de deus logo desconfiou da preocupação dentro dos olhos do flautista. Depois de pergunta várias vezes o que o afligia esse finalmente contou. Não conto nada que revelasse grandes segredos. Mas o padre sabia do que ele falava. Logo revelou que conhecia aqueles monstros. Assim uma longa conversa começou.

    Ele se casou e teve uma família feliz. Mas não parou de ir à igreja. Só que não para rezar. Ele começou a ir lá para treinar. Isso porque aquele padre o recrutou para um grupo. O grupo de caçadores de Vancouver. Ele percebeu que aquele trabalho era algo que ele sempre almejou. Caçar as trevas onde elas se escondiam. Passou muitos anos treinando e se aprimorando nessa arte. Mas não se esqueceu de sua vida como um homem de família. Continuou sendo flautista e sustentando sua família. Em 1988, com seus trinta e dois anos sua filha nasceu.

    Nicholas e Cristina deram o nome de Laura para sua filha. Uma linda garota. Ela teve uma infância saudável, enquanto seu pai começou a fazer um perigoso e aterrador trabalho. Ele agora trabalhava em um grupo de pessoa que limpavam as ruas dos vampiros. Muitos eram pessoas vingativas, outros eram grandes religiosos. O que todos tinham em comum era fé. Com esse grande poder de determinação eles exterminavam o oeste do Canadá dos monstros.

    Nicholas matou. Matou monstros em nome não só da fé. Ele matava em nome de sua mãe. Uma mulher que viveu com medo desses monstros. Agora ele limpava o mundo dessas criaturas. Não chegou a conseguir muitos êxitos. Mas em equipe eles fizeram bastante estrago na sociedade cainita de Vancouver. A fé os fortalecia. O grupo deles era de cinco pessoas. Apenas um deles morreu ao longo desses anos.

    Nicholas continuou com sua vida de flautista e de pai de família. Os anos passaram e sua habilidade e fé cresceram. Sua filha já estava adulta. Noiva e grávida com seus 22 anos. Mas ele não havia parado de caçar. Seus agora três grandes amigos prosseguiam nessa longa jornada. Avril, Logan, Phillip. Três grandes guerreiros da fé. Nessa época eles já eram praticamente independentes da igreja. Lutavam com sua própria fé. E eles estavam indo bem. Muito bem. Por isso decidiram fazer algo ou ousado. Logo as coisas ficaram complicadas.

    Foram atrás de um grande alvo. Muitas lendas apontavam para uma grande mansão que havia muitas histórias misteriosas. Eles então invadiram o lugar. Fizeram como sempre fizeram. Mataram servos e foram à luz do dia. Chegaram dentro da casa para se perderem e se separarem dentro de um labirinto. Nesse momento o destino decidiu brincar com o Nicholas. Pois este achou um caixão. Quando abriu ele viu uma mulher. Uma idêntica à sua filha. Assustador. Mas mais que isso, ele viu uma mulher que ele viu em uma mesa de jantar meses atrás. Flora Saliere.

    Parece que durou horas. Mas foi rápido. Ele a matou sem pensar. Foi simplesmente um ataque e pronto. Ela virou cinzas na hora. Nicholas só depois daquele ataque praticamente automático que percebeu que havia matado sua avó. Ela havia feito mal à ele? Não, mas ele mesmo assim a atacou e matou. Logo a sala ficou em silencio e ele odiou aquele silencio. Agora ele tinha que fugir dali. Estava anoitecendo. O caçador saiu correndo pela casa para achar seus parceiros. A noite estava chegando.

    Eles então finalmente se encontram quando a noite chegou. As trevas agora começaram a perseguir ele. Fizeram o inferno para conseguirem chegar até o portão. Quando chegaram neste Nicholas viu Frederico ao longe. Um olhar vingativo estava em seu rosto. O flautista sabia o porquê e se culpou disso. Culpou mais ainda a si mesmo meses depois.

    Era véspera do casamento de sua filha quando o telefonema tocou. Era de noite e Nicholas estava sozinho em casa. Sua esposa estava do outro lado da linha chorando. Ela havia ido à casa da sua filha para lhe ajudar com o vestido para descobrir o terrível. Ela tinha sido seqüestrada. O flautista correu para a casa de Laura e viu o pior. O noivo estava ensangüentado pelo chão. Sua esposa chorava, estava em choque. Ele então procurou vestígios do que havia ocorrido. Logo achou uma carta largada no chão. Abriu e leu.

    “Boa noite caríssimo neto estimado. Acredito que eu vi o senhor há alguns meses matando minha querida amada. Isso me irritou profundamente. Entretanto quando eu comecei a te investigar descobri algo muito interessante. Sua grávida filha me recorda muito de minha querida Flora. Ela está comigo em Londres agora. Em um antigo palacete que obtive no centro da cidade. Vou ser direto. Eu almejo a sua morte. Logo venha me encontrar. Caso contrário irei cometer um terrível ato que só fiz uma vez em minha não vida. Tente me achar e sofra muito tentando. Sofra.”

    O silencio depois daquela leitura aterrorizou o Flautista. Mas ele tinha que fazer algo a respeito. Ele possuía três amigos que iriam ajudá-lo. Todavia ele não contava mais com sua fé. A culpa acabou com ela. Nicholas destruiu sua família por sua fé. Agora ele desconfiava dela e assim a perdeu. Agora era apenas o caçador e sua força. Seu amigos poderiam ajudá-lo. Contudo aquilo era pessoal. Não importa quanto de ajuda ele tenha, o serviço era para ser feito sozinho. Nicholas tinha que salvar sua filha. Logo ele pegou o primeiro trem para o sul. Uma guerra iria começar.


    Logan - O Insano


    Phillips - O Sofredor


    Avril - O homem de Fé.

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    Onde os homens de grande espírito e saber
    Sempre encontrarão companheiros seus iguais"

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